Semente Planaltina

Este blog é destinado aos educandos do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia do IFB,
para a divulgação dos conteúdos das aulas; trabalhos, textos e ações desenvolvidas nas
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Também serão publicados textos relacionados
à sustentabilidade planetária.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PRPI divulga classificação final de seleção do Programa Ciência sem Fronteiras PRPI divulga classificação final de seleção do Programa Ciência sem Fronteiras


A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) divulga a classificação final da seleção realizada por meio do Edital 001/2012 do Programa Ciência sem Fronteiras, destinada a ocupação de duas quotas de bolsas de intercâmbio internacional na modalidade Graduação Sanduíche do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

CandidatosNota Proficiência (PI)Nota Entrevista (EBE)Nota Carta de Intenções (CM)Coeficiênte de Redimento Acadêmico (CRA)Média Ponderada
Jorge Mendes de Lacerda Filho8,259,269,58,758,88Selecionado
Maria da Conceição do Nascimento Oliveira7,759,279,57,228,46Selecionado
Wanderson Moreira dos Santos7,28,827,938,358,05
Camila Pâmala de Oliveira Vecchione Xisto6,58,558,577,987,77
Gabriela da Silva Bezerra6,58,218,57,57,57

O pró-reitor de pesquisa e inovação, Luciano de Oliveira Toledo, parabeniza os alunos selecionados. “Parabenizamos os alunos contemplados e informamos que neste momento se iniciará o processo de construção efetiva da parceria com as instituições de destino, buscando viabilizar o quanto antes o início de seu estágio internacional. A PRPI buscará viabilizar a participação dos demais candidatos (3º, 4º e 5º colocados), na medida em que forem oportunizadas novas quotas ou editais pelo Programa Ciência sem Fronteiras no ano de 2012”.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SBPC e ABC alertam, mais uma vez, para as consequências da reforma no Código Florestal

[27/02/2012 12:10]

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) acabam de divulgar uma carta na qual alertam para algumas das consequências que poderão resultar da reforma no Código Florestal (CF), na versão aprovada pelo Senado e que deverá voltar à Câmara dos Deputados no início de março. Embora reconheçam avanços no texto aprovado pelo Senado, as instituições apontam graves problemas na proposta. Leia o texto na íntegra.

CARTA ABERTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC) E DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS (ABC)


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) vêm alertar para algumas das consequências que poderão resultar do projeto de lei que altera o Código Florestal (CF), na versão que será proximamente votada na Câmara dos Deputados. 

A SBPC e a ABC reconhecem os avanços contidos no texto do CF na versão apresentada pelo Senado Federal, em particular o estabelecimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e dos mecanismos de apoio e incentivo à conservação e recuperação do meio ambiente, o condicionamento do crédito agrícola à regularização ambiental, o aumento da proteção ambiental em área urbana, a inclusão dos mangues entre as áreas de preservação permanente, a obrigação de projetos de lei específicos para cada bioma em um prazo de três anos, as novas especificações e instrumentos legais que regulam o uso de fogo e o controle de incêndios e a distinção entre disposições permanentes e transitórias no CF.

Permanecem, no entanto, graves problemas. Para que não se alegue o aval da ciência ao texto ora em fase final de deliberação no legislativo, as associações mais representativas da comunidade científica – a SBPC e a ABC - vêm novamente se manifestar e reiterar suas posições, cujas justificativas científicas já foram apresentadas ao longo de 2011, em um livro e dois documentos, acessíveis no site da SBPC (www.codigoflorestal.sbpcnet.org.br). 

Todas as áreas de preservação permanente (APP) nas margens de cursos d’água e nascentes devem ser preservadas e, quando degradadas, devem ter sua vegetação integralmente restaurada. A área das APPs, que deve ser obrigatoriamente recuperada, foi reduzida em 50% no texto atual. 

As APPs de margens de cursos d’água devem continuar a ser demarcadas, como foram até hoje, a partir do nível mais alto da cheia do rio. A substituição do leito maior do rio pelo leito regular para a definição das APPs torna vulneráveis amplas áreas úmidas em todo o país, particularmente, na Amazônia e no Pantanal. Essas áreas são importantes provedoras de serviços ecossistêmicos, principalmente, a proteção de nossos recursos hídricos e por isso, objeto de tratados internacionais de que o Brasil é signatário, como a Convenção de Ramsar (Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional). 

Reafirmamos que os usos agrícolas praticados pelas comunidades tradicionais e por ribeirinhos devem ter tratamento diferenciado. Em particular, as áreas de pousio devem continuar , sendo reconhecidas apenas à pequena propriedade ou posse rural familiar ou de população tradicional, como foram até o presente.

As comunidades biológicas, as estruturas e as funções ecossistêmicas das APPs e das reservas legais são distintas. Não faz sentido incluir APPs no cômputo das Reservas Legais (RLs) como proposto no artigo 16 do Projeto de Lei . 

A SBPC e a ABC sempre defenderam que a eventual compensação de déficit de RL fosse feita nas áreas mais próximas possíveis da propriedade, dentro do mesmo ecossistema, de preferência na mesma microbacia ou bacia hidrográfica. No entanto o projeto em tramitação torna mais ampla a possibilidade de compensação de RL no âmbito do mesmo bioma, o que não assegura a equivalência ecológica de composição, de estrutura e de função. Mantido esse dispositivo, sua regulamentação deveria exigir tal equivalência e estipular uma distância máxima da área a ser compensada, para que se mantenham os serviços ecossistêmicos regionais.

A principal motivação que justifica a RL é o uso sustentável dos recursos naturais nas áreas de menor aptidão agrícola, o que possibilita conservação da biodiversidade nativa com aproveitamento econômico, além da diversificação da produção. Por isso, na recuperação das RLs degradadas, o possível uso temporário inicial de espécies exóticas não pode se transformar em uso definitivo, como fica assegurado pelo texto atual. 

A figura de áreas rurais consolidadas em APPs até a data de 22 de Julho de 2008, e a possibilidade dada no projeto de serem mantidas e regularizadas não se justificam. Desde pelo menos 2001, o desmate dessas áreas para uso alternativo do solo já estava explicitamente proibido. Essas áreas devem ser integralmente restauradas com vegetação nativa para que possam fornecer seus serviços ambientais.

Um dos pré-requisitos para o sucesso da restauração da mata ciliar é o isolamento do fator de degradação. Desse modo, recuperar a faixa marginal concomitantemente com a utilização do espaço pelo gado, como fica permitido pelo artigo 62, parágrafo 4º, 5º, 7º e 8º impede os processos de recrutamento de mudas e regeneração da vegetação. 

Finalmente, como em várias outras leis, as múltiplas exceções podem desvirtuar a regra. Alguns exemplos são particularmente notáveis. Embora os mangues estejam protegidos no texto do Senado, a permissão de exploração de 35% dos mangues fora da Amazônia (além dos que já estariam em áreas ditas “consolidadas”) e 10% na Amazônia são preocupantes pois os mangues, entre outros serviços importantíssimos, são essenciais na reprodução de várias espécies de peixes de uso comercial. 

Outra exceção à proteção dos mangues se refere aqueles cuja função ecológica estiver comprometida. Nesse caso (art.8º, parágrafo 2º), autorizam-se obras habitacionais e de urbanização, inseridas em projetos de regularização fundiária de interesse social, em áreas urbanas consolidadas ocupadas por população de baixa renda. Se a função ecológica do manguezal estiver comprometida, ela deve ser recuperada, uma vez que grande parte dos manguezais contaminados tem elevados índices de metais pesados e petróleo. Manter populações de baixa renda nesses locais seria imoral. 

Outras exceções dizem respeito à obrigação de restaurar. O tratamento diferenciado de poder restaurar extensão menor de APPs deveria ser restrito à agricultura familiar. Em vista disto deveriam ser suprimidos os parágrafos 4º, 7º e 8º do artigo 62 do texto aprovado no Senado Federal.

Dadas as regras de tramitação de Projetos de Lei no Congresso Nacional, a maioria dos problemas apontados não vai poder mais ser corrigida no âmbito do Legislativo. São exceção uns poucos dispositivos para os quais uma supressão ainda é viável. Entre eles estão o artigo 16, o parágrafo 7º do artigo 13, os três parágrafos 4º, 7º e 8º do artigo 62 mencionados acima, e o parágrafo 3º do art.68 que diz respeito às espécies exóticas na recuperação das reservas legais. Maiores detalhes se encontram na Tabela anexada a este documento.

A reforma do Código Florestal Brasileiro, tal como vem sendo processada no Congresso, sob a influência de grupos de pressão setoriais, representa a desregulação do setor do agronegócio com sérios riscos para o meio ambiente e para a própria produção agrícola. A proteção de áreas naturais está sendo consideravelmente diminuída e perde-se assim a oportunidade de produzir alimentos com mais eficiência e com sustentabilidade ambiental, o que deveria ser o grande diferencial da agricultura brasileira.

Além da carta, a SBPC e a ABC divulgaram uma tabela comparativa com as principais propostas de alteração: como está no Código Florestal atual e como ficará.
Não é a primeira vez que SBPC e ABC se manifestam contra as alterações no Código Florestal. Leia também:

ISA, Instituto Socioambiental.


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"Todo mundo pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos, quando é que vão pensar em deixar filhos melhores para o nosso planeta". Herbert Viana

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SBPC 2012


AVISOS IMPORTANTES
Último prazo de inscrição para submissão de resumo. Quem fizer a inscrição até 02/04 (e quitar a taxa) poderá enviar o resumo até 09/04/12. 
Consulte as Normas de inscrição e as Normas de Resumo.

MOMENTO AGROECOLÓGICO NA UFG 01 E 02/03/2012


DIA 01/03/2012 as 20h:00 Auditório da Faculdade Direto UFG
ENTREGA DO TITULO DOUTOR HONORIS CAUSA
A PROF. ANA PRIMAVESI
DIA 02/03/2012 as 08h:00 Auditório da Faculdade Direto UFG
PALESTRA DA PROF. ANA PRIMAVESI
DIA 02/03/2012 as 13h:30 Auditório da Agronomia UFG
“DIA DE CAMPO RECUPERAÇÃO DE AREAS DEGRADADAS E BIODIVERSIDADE – Adaptação a Mudanças Climáticas”
(atividade do projeto financiado pelo MMA – Fundo Clima)
 
 
 
Informações: EA-UFG (Rod. Goiania-Nova Veneza km 0) fone:             62 3521-1530      
Apoio: MMA-Fundo Clima, Mineradora Santo Expedito, FUNAPE. ABAL, MDA,NEIKER, UDG-CUBA, UNIVERSIDADE ROSTOCK, SEAGO, EMATER, UCG,IFG, CNPq, GEPAAF

sábado, 25 de fevereiro de 2012

PETIÇÃO ORGÂNICA


Prezados,

Gostaríamos de chamar sua atenção para a seguinte petição, cuja tradução em português está logo abaixo:

 "NON TOXIC HEALTHY FOOD"
(clique acima para assinar)

Nós realmente consideramos esta uma importante causa e gostaríamos de encorajá-los a adicionarem suas assinaturas. É gratuito e toma menos de um minuto de seu tempo.

ALIMENTO SADIO, NÃO TÓXICO

A agricultura convencional é responsável pela contaminação de lagos, rios, oceanos e solos; diminui a fertilidade do solo e aumenta a dependência de energia fóssil, que é não-renovável, e é prejudicial à saúde humana. Produtos químicos usados na agricultura convencional acumulam-se no corpo humano, desenvolvendo tumores que crescem lentamente, não sendo possível uma relação imediata com seus agentes causadores.

Por outro lado, a experiência com uma agricultura ecológica, natural, bio e orgânica, oferece alimento mais nutritivo, contendo maior vitalidade e duração, maior rendimento e melhor sabor. Portanto, é apropriado que nossos esforços estejam guiados para a implantação deste paradigma no nosso planeta.

Esta é uma iniciativa do GIPO (Grupo de Incentivo à Produção Orgânica), pertencente à Associação Ipê, uma organização não-governamental e sem fins lucrativos que trabalha com questões sócio-ambientais, culturais e de saúde integral.
As assinaturas e comentários serão enviados para organizações governamentais, não-governamentais e empresariais, clamando pela implantação mundial do paradigma eco-bio-orgânico.

Contamos com vocês para o benefício de todos !!

Com respeito e gratidão,

Associação Ipê

Brasil

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

II Fórum Mundial de EPT

Inscrições abertas para a Mostra de Pôsteres

Já estão abertas as inscrições de trabalhos para a Mostra de Pôsteres do II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. Qualquer participante do evento poderá inscrever um pôster. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de abril.

Para inscrever um trabalho, você primeiro precisa estar inscrito como participante do evento. Caso você ainda não tenha se inscrito, clique aqui.

Após fazer sua inscrição, acesse a Área do participante, informando o e-mail e a senha cadastrados no momento da inscrição. Cada participante poderá inscrever apenas um trabalho.

Antes de inscrever seu trabalho, leia atentamente o Regulamento Geral da Mostra de Pôsteres. Os critérios descritos no regulamento devem ser totalmente respeitados. A lista com os trabalhos aprovados será divulgada no dia 4 de maio.

Lembrando que tanto a inscrição de participante quanto a inscrição de pôster são totalmente gratuitas.


II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica
De 28 de maio a 1º de junho de 2012
Florianópolis – SC – Brasil
Boletim nº 11 | Fevereiro de 2012
forum@ifsc.edu.br |             (48) 3877 9009