Semente Planaltina

Este blog é destinado aos educandos do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia do IFB,
para a divulgação dos conteúdos das aulas; trabalhos, textos e ações desenvolvidas nas
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Também serão publicados textos relacionados
à sustentabilidade planetária.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Começou a tramitar a PEC 49, que institui o piso salarial nacional para os extensionistas rurais

Já está em tramitação no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 49, de autoria do deputado Zé Silva (MG), que institui pisos salariais nacionalmente unificados para os funcionários das entidades públicas de assistência técnica e extensão rural. A iniciativa conta com o apoio de 198 deputados. Na justificativa, o deputado chama a atenção para o relevante trabalho desenvolvido pelos mais de 26 mil extensionistas rurais do setor público, que cooperam com cerca de 92% dos agricultores familiares, distribuídos em mais de 5.200 municípios.

Hoje a agricultura familiar é responsável por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. O extensionistas, por sua vez, atuam na promoção da segurança alimentar, enfrentam os desafios da produção de matéria-prima para energias renováveis e nas ações voltadas à criação de oportunidades de trabalho e de renda familiar no meio rural. Atuam ainda na implantação de processos agregadores de valores à produção agropecuária, na utilização de tecnologias de produção de alimentos e biomassa e na implantação de ações de recuperação e preservação do patrimônio ambiental.

A tramitação da proposta será acompanhada pela Assessoria Parlamentar da ASBRAER. A cada movimento que ocorrer no Congresso Nacional, novos informes serão divulgados, pelo site (www.asbraer.org.br) ou por correspondência direta. A orientação política é que os extensionistas sensibilizem os parlamentares de seus estados para que a PEC seja aprovada e, assim, criado um piso nacional para os técnicos de nível médio e de nível superior dedicados à assistência técnica e à extensão rural.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Agrotóxico. Pilar do agronegócio

A Revista do Instituto Humanitas da universidade Unisinos, de sao leopoldo, editou o ultimo exemplar dedicado a entrevistas para analisar o problema dos agrotoxicos. Entrevistou especialistas e produziu um excelente material, uma especie de caderno de formação sobre os impactos do uso dos agrotóxicos.

A Universidade autorizou a reimpressao, e utilização da forma que quisermos, já que eles disponibilizam na internet e imprimim apenas 400 exemplares para uso interndo da universidade

Assim, estamos disponibilizando o link de acesso ao material:

http://xa.yimg.com/kq/groups/13648871/1243532856/name/revista%20368.pdf

Material recebido de:
contra_agrotoxicos mailing list
Contra_agrotoxicos@grupos.ufrgs.br
https://grupos.ufrgs.br/mailman/listinfo/contra_agrotoxicos

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ciência deve ajudar na preservação do cerrado, diz presidente da SBPC

Brasil, 12 de julho de 2011


Até sexta (15), reunião em Goiânia vai discutir importância desse bioma. Temas como Código Florestal, Belo Monte e Enem também estão na pauta.

A relevância do cerrado para a biodiversidade nacional, no momento em que o país discute um novo Código Florestal, é o foco da 63ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada pela segunda vez – a primeira foi em 2002 – no campus da Universidade Federal de Goiânia (UFG), entre esta segunda (11) e sexta-feira (15).

“A ciência deve ser um instrumento de preservação e exploração sustentável do cerrado, nosso segundo maior bioma. Em breve, a água será uma commodity valiosa, e essa é a região com maior riqueza hídrica do Brasil, onde investe muito em grãos e pecuária. Também somos incentivados a produzir mais para evitar a fome prevista em 30 anos no mundo”, afirmou durante a abertura do evento, no domingo (10), a presidente eleita Helena Nader, que toma posse oficialmente na próxima quinta (14).

Segundo ela, os dois últimos temas propostos anualmente pela SBPC – mar e Amazônia – ganharam, depois do encontro, mais visibilidade em relação a suas preocupações e soluções, além de mais políticas públicas. “Estamos no cerrado e queremos falar sobre todos os seus aspectos, de provedor de alimentos, água e energia”, disse ao G1 a presidente, que também é biomédica formada pela Escola Paulista de Medicina.



Prefeito de Goiânia, presidente da SBPC, governador de Goiás, ministro de Ciência e Tecnologia e reitor da UFG participaram da cerimônia de abertura da SBPC em Goiânia, no domingo (Foto: Luna D'Alama/TV Globo)

O objetivo da SBPC, portanto, é situar o cerrado como mais do que um simples lugar geográfico, e sim como um celeiro de produção de alimentos e diversidade populacional, que precisa de novas fontes de investimento em ciência, tecnologia e inovação.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que também esteve presente na cerimônia, destacou que é fundamental haver um maior diálogo entre a agricultura e o meio ambiente. “Para aumentar os investimentos, devemos priorizar a ciência, a tecnologia, o meio ambiente e a educação na repartição dos recursos e royalties do pré-sal”, destacou.

Para o reitor da UFG, Edward Madureira, que também preside a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), é necessário equilibrar a produção de energia, as culturas de cana-de-açúcar, soja e milho, a pecuária e os mananciais.

“Estamos no coração do Brasil, no berço das águas que irrigam o Pantanal e Amazônia e no bioma mais estratégico do país. A pesquisa sobre a biodiversidade do cerrado, que ainda é muito desconhecida, e a preservação dele passam por C&T”, ressaltou. Por isso, na opinião de Madureira, esse evento também tem uma importância política.

Segundo o prefeito Paulo Garcia (PT), que compareceu à solenidade, Goiânia tem 27 unidades de preservação ambiental. E, conforme afirmou na sequência o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o cerrado concentra um terço da biodiversidade nacional, irriga seis das 12 regiões hidrográficas do Brasil e detém 5% da fauna e flora mundiais. Ele citou que o ritmo de devastação caiu para 0,37% ao ano, mas a área ainda é uma das mais ameaçadas do planeta.

Durante a semana

Ao longo destes cinco dias, a SBPC também debaterá outros temas atuais e polêmicos, como o Sistema Único de Saúde (SUS), bullying, violência, crack, dengue, Programa Espacial Brasileiro, Código Florestal, projeto para a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Crack e oxi, por exemplo, são uma realidade a cada dia mais presente, independentemente de você estar em São Paulo, no Rio de Janeiro ou no cerrado”, afirmou a presidente da SBPC.



Outros quatro ministros confirmaram presença no congresso: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Bezerra Coelho (Integração), Fernando Haddad (Educação) e Nelson Jobim (Defesa). Na abertura, um cartaz de protesto exibia a frase: "Jobim, agente da CIA". Houve, ainda, manifestação contra a presidente Dilma Rousseff. "Fora, FHC de saia. Chega de privatização e corrupção. Educação não é mercadoria", mostrava outra faixa.

Ao todo, a SBPC vai realizar 59 conferências, 57 mesas-redondas, 87 minicursos, 10 simpósios, 5 sessões especiais, 6 encontros e 5.515 pôsteres (de ensino médio, graduação e pós). Estão inscritas cerca de 10 mil pessoas, mas as atividades abertas ao público devem receber até 20 mil participantes. Apenas os minicursos exigem cadastramento prévio. E, entre os palestrantes, são 314 de fora de Goiás e 127 do estado.

A cooperação científica entre Brasil e Alemanha é outro destaque da reunião, com dezenas de palestras sobre o tema entre quarta (13) e quinta-feira (14). “Essa relação entre os dois países é uma das mais antigas já firmadas”, destacou Helena. O evento marca, ainda, os 50 anos da UFG e os 60 anos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na feira ExpoT&C, serão apresentados novos produtos, tecnologias e serviços de mais de cem expositores, como maquetes de satélites e foguetes, simuladores de ondas do mar e experimentos de levitação magnética e geração de eletricidade pelo sol.

O encontro terá também a SBPC Jovem, voltada para os ensinos básico e profissionalizante, em que serão discutidos assuntos como sexualidade na adolescência, mercado de trabalho e qualificação, astronomia, paz e lixo espacial. Já a SBPC Cultural vai promover mais de 70 atrações de teatro, dança, exposições, mostras de filmes e shows de música.

Ao fim da reunião, grupos de trabalho devem elaborar textos para subsidiar a posição da SBPC sobre os diferentes temas abordados. “A SBPC não tem raça, cor, crença nem partido político. É isso que nos dá credibilidade para melhorar a ciência como política de governo”, afirmou Helena Nader.

Por Luna D'Alama Do G1, em Goiânia (GO), 11.07.2011
http://www.abda.com.br/site2010/admMailersEmail.asp?mlrId=655

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cartilhas incentivam técnicas agrícolas sustentáveis

Uma coleção de cartilhas que busca incentivar agricultores e extensionistas rurais - profissionais que disseminam conhecimentos e técnicas de expansão e produção alimentar - a adotar práticas sustentáveis no manejo de plantas e frutas foi lançada, em maio, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Os textos trazem ainda informações sobre o calendário de colheitas e a importância social e econômica das espécies.

Os primeiros cinco livros trazem como tema espécies importantes para a alimentação (pequi, mangaba, umbu, coquinho azedo) e o artesanato (capim dourado e buriti) de famílias de proprietários rurais. Nas publicações, há informações sobre a distribuição dos espécimes, características e ciclo de vida das plantas, calendário de colheita, importância social e econômica, além de receitas com mangaba, umbu, coquinho azedo e pequi e dicas de coleta e uso sustentável do capim dourado e do buriti para artesanato.

"Mas o mais interessante são as recomendações e boas práticas de manejo e transporte. As cartilhas explicam quais cuidados se precisa ter com as espécies e como plantá-las", afirma Aldicir Scariot, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador da iniciativa.

O lançamento foi realizado na sede central da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e contou com a presença da oficial de programa do PNUD Rose Diegues, além de diretores da instituição, da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Ministério do Meio Ambiente, entre outras autoridades. As cartilhas também foram produzidas em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Linguagem simples

A intenção é auxiliar a preservar, no local, os recursos genéticos nativos e permitir a sustentabilidade da atividade por longos prazos. Um dos pontos altos da coleção, de distribuição gratuita, é sua linguagem simples e fácil de ser interpretada, dirigida a agricultores e técnicos extensionistas.

"A tiragem inicial foi de mil exemplares de cada livro, mas a procura foi tão grande que vamos aumentar para cinco mil exemplares", ressalta Scariot. As publicações estarão disponíveis em comunidades tradicionais e indígenas, cooperativas e associações de agricultores. A coleção também vai se transformar em kit de leitura nas escolas rurais.

O coordenador da iniciativa lembra que o Brasil tem 31,3 milhões de pessoas morando em áreas rurais, o que equivale a 16,7% da população. Ao todo, 58% das propriedades têm menos de 25 hectares, ou seja, são minifúndios. "Tentamos, com as cartilhas, conter a perda de recursos genéticos nativos, que desempenham papel importante na alimentação e na renda familiar", afirma Scariot, que reforça ainda que os livros ajudam na conservação da diversidade ambiental e cultural.

Faça download dos arquivos:


Umbu – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável
64 páginas (.pdf 15,8 Mb)

Mangaba – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável
68 páginas (24,8 Mb)

Capim Dourado e Buriti – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável
72 páginas (.27,4 Mb)

Coquinho Azedo – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável
60 páginas (.pdf 31,8 Mb)

Pequi – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável
84 páginas (.pdf 24,6 mb)

http://www.ispn.org.br/categoria/editais-e-documentos/publicacoes/


Flavia Loureiro  NAB Núcleo dos Amigos do Brooklin

sábado, 9 de julho de 2011

Enc: O que o Slow Food faz no Cerrado?

Igor A. A. Oliveira


From: Slow Food Cerrado <cerrado@slowfoodbrasil.com>
Date: Sat, 9 Jul 2011 12:32:35 -0300
Subject: O que o Slow Food faz no Cerrado?

Oi Gente

Segue o link para uma entrevista ao portal Setor3, sobre o Slow Food e o Slow Food Cerrado:
http://bit.ly/o8OvaN

Abraços e um ótimo final de semana

Roberta
________________________________
Slow Food Cerrado - Brasilia (DF)

http://twitter.com/SlowFoodCerrado
http://www.slowfoodcerrado.org
www.slowfoodbrasil.com

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Brasília Rodeio Show - Circuito Barretos de Rodeio


Caros,


Peço o apoio e divulgação de todos contra a realização de rodeios em Brasília. Haverá uma manifestação no sábado, dia 09, com a participação de movimentos de proteção animal. Mas o ideal é que consigamos impedir a realização do evento!

Acontecerá, de 07 a 10/07, o
Brasília Rodeio Show, lá no Parque Leão, em Samambaia, com provas de rodeio em todos os dias de festa.

Veja o link: http://www.brasiliarodeioshow.com.br/

Nem preciso falar aqui do quanto esse tipo de evento é cruel e covarde, né? Pois então, uma forma de (tentar) impedir sua realização é pressionar governo, Ministério Público, IBAMA, etc.

No site da SEAPA (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do DF) há um calendário de eventos, e esse Rodeio teria que estar lá. Nossa esperança agora é que os organizadores não tenham obtido os registros exigidos por lei, então vamos pressionar a SEAPA e outros órgãos, eles
serão obrigados a tomar uma atitude!

Você também é contra a realização de rodeios? Pode ajudar?



Segue abaixo um modelo de mensagem a ser enviada, nos sites da SEAPA (http://www.sa.df.gov.br/) e do GDF (http://www.gdf.df.gov.br/) há um formulário eletrônico para contato. Por favor, tomem um minutinho do seu tempo e cole a msg no formulário. Brasília até então estava fora do roteiro desse tipo de evento, vamos fazer nossa parte pra que nossa querida cidade não faça parte disso!

Se você gosta dos shows, vá em outro evento, mas não financie a crueldade e o sofrimento animal! ;)
Obrigada, bjs

Edith

Modelo de mensagem:

Prezados Senhores,

Me chamo XXXXX e sou brasiliense, pago todos os meus tributos em dia e estou escrevendo para manifestar o meu desgosto e a minha indignação ao tomar conhecimento de que o GDF permitiu a realização de um Rodeio aqui no Distrito Federal. Uma festa absurda, realizada às custas de sofrimento de inúmeros animais, os quais não merecem passar pelo que passam.

Diante disto, gostaria de confirmar algumas informações com os senhores. Em primeiro lugar, desejo verificar se os organizadores deste Rodeio solicitaram antecipadamente a prévia autorização da Sec. de Agricultura do DF a fim de garantir a questão sanitária dos animais quanto as vacinas obrigatórias e o exame negativo para certas doenças.

Além disso, desejo confirmação sobre a realização, por parte da Secretaria, da realização de uma vistoria das instalações onde esses animais permanecerão alojados, para assim ser liberado tal evento. Por fim, aproveito para perguntar se a empresa responsável pelo Rodeio garantiu possuir um veterinário de plantão que acompanhará os animais durante todo o evento.

Sem mais no momento, aguardo resposta por parte desta Secretaria.

Atenciosamente,

XXXXXX (seu nome)
Enviado por: "Edith Rodrigues Cardoso" edithrcardoso@yahoo.com.br